FLASH DA REGIÃO
Uma história antiga e rica caracteriza a nossa região. A variedade monumental e artística a par da diversidade de modos de vida distinguem-nos entre os diversos povos do Noroeste de Portugal.
Nesse sentido, destacamos a Azulejaria das fachadas das casas e das igrejas (testemunho do bom gosto das nossas gentes), a estatuária e os paramentos religiosos (evocativos da fé e do catolicismo deste povo), os barcos típicos ou Moliceiros e as casa de madeira ou Palheiros (próprios dos pescadores da nossa costa), o pão-de-ló e os ovos moles (sinónimos de uma velha Arte Gastronómica) Estes são, sem dúvida, inequívocos testemunhos da forma de ser e de estar da gente da Ria de Aveiro.




AZULEJARIA
A sua arquitectura tradicional caracteriza-se por, fachadas de azulejos policromáticas a embelezar cantaria em granito, emoldurada em aplicações de ferro forjado em janelas e varandas e por balaustradas em cerâmica. A malha urbana de Ovar desdobra-se em ruas de inúmeras casas térreas de porta e janela, interrompidas, aqui e ali, por altaneiros edifícios de sobrado. Dada a profusão do azulejo, Ovar é conhecida a "cidade museu do azulejo".
MOLICEIROS
Barco típico da Ria de Aveiro, utilizado na apanha e transporte do moliço (utilizado para fertilizar os campos). O barco, de linhas graciosas, é caracterizado pelo seu casco extremamente baixo, de fundo chato e sem quilha. A proa e a popa destacam-se do conjunto por serem extraordinariamente elevadas. Movem-se à vela, à vara ou a remos.
PALHEIROS
O Palheiro é a habitação característica do pescador, dela restando alguns exemplares,
evidenciando-se os de Esmoriz e de Cortegaça. São construções de madeira erguidas, geralmente, no alto das dunas, sobre estacaria alta, aberta e à vista, com o travejamento do soalho assente sobre duas ou mais vigas paralelas de madeira que pousam sobre grossos esteios ou pegões independentes de pedra ou cimento ("moirões"). O "barrotamento" do soalho, ao apoiar sobre aquelas vigas, abre para fora da sua base palafítica, formando um acréscimo ou varanda na frente da casa e, por vezes, na fachada lateral, com um belo efeito decorativo. Este tipo de construção permitia a mobilidade rápida do palheiro, caso fosse necessário. Os palheiros serviam de habitação, de armazém e, mais tarde, de "Casa de Veraneio".